A empilhadeiras foram inventadas por Eugene Clark em 1917, os primeiros modelos foram à combustão e na década 40 as empilhadeiras elétricas entraram na cena logística internacional.

A popularização das empilhadeiras aconteceu durante a segunda-guerra mundial, porque era muito melhor usar um soldado e uma empilhadeira do que uma fila de soldados passando alimentos e munições de mão em mão.

Sendo assim a otimização dos recursos humanos aconteceu na logística mundial, disponibilizando mais homens para o campo de batalha.

Diferença entre logística e intralogística

As empilhadeiras elétricas e as empilhadeiras a gás são usadas na intralogística, mas afinal de contas qual a diferença entre logística e intralogística?

A logística cuida do transporte externo de coisas e mercadorias, pro lado de fora das empresas, sendo portanto responsável pelo modais rodoviários, aéreos e marítimos.

Já a intralogística diz respeito a movimentação de coisas e materiais dentro das empresas. Portanto, quando falamos em estrutura porta-palete, empilhadeiras, sistema de gestão de estoque WMS, estamos falando de intralogística.

Cada vez mais os galpões industriais estão ficando mais alto e as mercadorias sendo estocadas a alturas de 11 a 14 metros do chão.

Robôs e máquinas autônomas ganham espaço, reduzindo o fator humano de operações complexas de estocagem, em alturas tão elevadas, pois sempre envolve um risco à vida humana.

Os diferentes tipos de empilhadeiras

Ao todo a WITS, world industrial trucks statistics, a entidade internacional que levanta informações do setor, tem 6 classes diferentes de máquinas para a intralogística, que vai desde empilhadeiras elétricas, empilhadeiras a diesel de 16 toneladas até rebocadores usados em linhas de produção.

As 6 classes de máquinas para movimentação interna são:

  1. empilhadeiras elétricas de contra peso
  2. empilhadeiras elétricas patoladas
  3. transpaleteiras elétricas
  4. empilhadeiras com pneu cushion
  5. empilhadeiras à combustão de contrapeso
  6. rebocadores

As empilhadeiras a combustão podem ser à diesel, gasolina ou gás GLP. A grande maioria das empilhadeiras no Brasil são GLP de 2,5 toneladas.

Poucas empilhadeiras são adaptadas para rodar o gás GNV, igual dos carros. o GLP é igual o nosso gás de cozinha. A adaptação ao GNV acontece quando a empresa tem pitstop para carros e que aproveitar para usar nas empilhadeiras.

O mesmo acontece com empresas que possuem posto de gasolina no seu interior para abastecer sua frota de carros. Assim a gasolina pode ser aproveitada nas empilhadeiras, uma vez que a empresa compra o insumo com grande desconto.

Já as empilhadeiras elétricas usam baterias tracionárias. São grandes caixas de ferro, revestidas no seu interior por uma borracha. 

Tipos de baterias das empilhadeiras elétricas

A grande maioria das baterias são de chumbo ácido, ou seja, a eletricidade é gerada através da reação desses componentes no seu interior.

Mas essa tecnologia está sendo ultrapassada, isso porque elas demoram 10, às vezes 12 horas para recuperarem suas cargas, então é necessário um grande parque de baterias para realizar as trocas a cada turno de 8 horas.

Já as baterias de lítio são muito mais modernas porque podem receber cargas parciais durante o horário de almoço do operador por exemplo, sem ser prejudicada. Com apenas 1 hora de recarga recupera o suficiente para finalizar o turno sem a realização de trocas.

Outrossim, só se faz necessário uma bateria por máquina. Claro que essas baterias, mais modernas, são mais caras, mas ao longo do tempo elas se pagam, e essa diferença reverte a favor delas.

As baterias de lítio são livres de manutenção, e as outras de chumbo ácido precisam que seja completado a água destilada todos os dias, senão elas sofrem um processo que pode queimar o componente e perdem sua capacidade produtiva.

Como operar uma empilhadeira?

Não é qualquer pessoa que pode operar uma empilhadeira elétrica, nem a combustão. Não basta ter CNH, você precisa ter o curso de operador de empilhadeira.

Então se você se interessa por essa profissão procure uma escola especializada e faça sua formação. A intralogística cresce a cada dia no Brasil e sem dúvida, se você for uma pessoa dedicada vai se dar bem na profissão.