Falar sobre sexualidade, desde a escola primária, é hoje considerado uma importante forma de prevenção para a futura vida emocional das crianças. A educação sexual é considerada uma disciplina obrigatória, mas quando crianças ou adolescentes começam a fazer esse tipo de pergunta, a principal emoção que pode ser encontrada no rosto dos adultos é: constrangimento. 

No curso do crescimento, gradualmente, crianças e adolescentes adquirem conhecimentos, imagens e atribuem valores e significados ao corpo, aos vínculos afetivos e à sexualidade. As perguntas que nos fazem muitas vezes deixam claro que o conhecimento que possuem é parcial, senão incorreto, e é essencial que encontrem adultos capazes de aceitar sua predisposição natural para aprender. Assumir a responsabilidade de educar sobre sexualidade significa aproximar as crianças e os adolescentes dessa questão com positividade e naturalidade, obviamente levando em consideração sua idade e características pessoais

Sobre o que é isso?

As emoções e seu impacto na saúde: como reconhecê-las, nomeá-las e gerenciá-las, capacidade de gerenciar conflitos e fracassos, em função do erro, da perda, da diversidade e da aceitação do outro.

Nesta ocasião é bom lembrar que a sexualidade é uma questão que une o interior com o exterior, é uma esfera que traz à tona o que realmente somos. Por ocasião do Dia Mundial do Bem-Estar Sexual, o presidente da Ordem dos Psicólogos da Puglia Vincenzo Gesualdo esclarece as questões sobre viver em harmonia com a esfera sexual colocando a consciência no centro das atenções.  

Além disso, a Educação Sexual questiona pela primeira vez o momento mais adequado.

Nesse sentido, descobriu-se como a educação sexual pode influenciar no momento da primeira relação sexual completa. De acordo com um estudo publicado pelo Journal of Adolescent Health: a conscientização reduz os riscos e torna a primeira relação sexual mais agradável.

A pesquisa é do American Guttmacher Institute e se baseia nos dados de quase 5.000 jovens entre 15 e 24 anos de ambos os sexos, que receberam educação sexual. Da análise dos dados depreende-se que enquanto 77% das mulheres e 78% dos homens ‘educados’ declaram ter tido relações sexuais antes dos 20 anos, a percentagem sobe para 86 e 88% nos não ‘educados’. Enquanto 75% dos ‘conscientes’ usaram anticoncepcionais na primeira vez, apenas 60% dos meninos sem instrução tiveram relações sexuais protegidas. Além disso, há uma redução de 10% no número de adolescentes que fazem sexo com parceiros de idades muito diferentes das suas.

Com isso em mente, nunca devemos esquecer de usar a camisinha sex free da forma correta, auxilie, é sempre bom conversar em caso de dúvidas o jovem esteja ciente em qual local é possível achar preservativos, como em: farmácia, postos de saúde, lojas de sex shop, mercados, etc.. 

Mas como falar sobre sexualidade com seus filhos?

Aqui estão algumas dicas:

– Respeite os tempos: é importante falar sobre sexualidade evitando forçar, mas também evitando torná-la um assunto tabu. Aceite suas curiosidades naturais, sem antecipar os argumentos.

– Use a linguagem emocional: a sexualidade é feita de afetividade e emotividade. É importante devolver à criança e ao adolescente uma imagem da sexualidade que não seja a mera relação corporal. Sexualidade significa troca de amor, implica confiança e reciprocidade.

– Não tenha medo de adiar a resposta. Se você se sentir deslocado, expresse isso para seus filhos, mas validando a curiosidade deles: “Você estava certo em me fazer essa pergunta, já que é um tema importante, se você quiser eu vou informá-lo bem e falaremos sobre isso quando tivermos um momento de tranquilidade”.

– Valide as emoções desagradáveis ​​das crianças: é importante fazê-las entender que a repugnância, o constrangimento, a vergonha que sentem em relação a essas questões não são emoções erradas, na verdade é natural na idade delas ter esses sentimentos.

– Não finja que eles podem entender tudo. Explique às crianças que muitas coisas as compreenderão melhor quando forem adultas, justamente porque a sexualidade deve ser vivenciada quando o corpo, o coração e a cabeça atingirem a idade certa.

– E se eles fizerem perguntas pessoais? A sexualidade é algo íntimo, por isso, ao se deparar com questões sobre a vida conjugal dos pais, é importante colocar limites à curiosidade, explicando-lhes que é algo íntimo, pessoal, referente ao amor entre mãe e pai.

– Reconheça suas limitações: se como adulto você sente cansaço excessivo e constrangimento ao falar sobre esses assuntos, não tenha medo de pedir o apoio de outros adultos importantes na vida de seus filhos.

– Servindo-se de livros: as crianças precisam de imagens para entender. Os livros podem ajudá-lo a encontrar as palavras certas e mais úteis para transmitir uma ideia de sexualidade que seja positiva e funcional para o crescimento de seus filhos.